Sigo desde o início a participação das seleções Sub 14 Masculinas em Iscar.
Se no início tínhamos dificuldade em passar o mei o campo e os resultados finais superavam claramente os 50 pontos diferença, com treino e método o Rui Pedro tem conseguido que nos aproximemos dos melhores atletas europeus do escalão. Perder com a Espanha por : 9 e 11 pontos é ganhar…
Encontrar explicação para que depois nos Europeus de Sub 16 não consigamos ganhar a “ninguém” ( mesmo do grupo B) compete a quem de direito descobrir o porquê. Escrevi recentemente que “É nos clubes que se inicia e consolida toda a formação: é aí que os jovens treinam todos os dias, aprendem fundamentos técnicos e táticos, constroem hábitos de trabalho e a sua identidade como jogadores. Nenhuma estratégia nacional de desenvolvimento faz sentido sem colocar os clubes no centro.
Só que a maioria dos clubes portugueses não tem, sozinha, os recursos humanos, financeiros e estruturais para cumprir essa missão. Cabe por isso à Federação Portuguesa de Basquetebol assumir um papel mais ativo, não apenas gerir competições, mas liderar uma política efetiva de apoio aos clubes, na qualidade do treino, na qualificação dos treinadores e nos ambientes de desenvolvimento dos jovens atletas.
Sem clubes mais fortes, não há melhores jogadores. Sem melhores jogadores, não há seleções mais competitivas. A melhoria do basquetebol português começa, inevitavelmente, no sítio onde os jovens treinam todos os dias: os clubes.”